Contos de Utinga? Como assim?

Uma vez, numa oficina literária na Casa da Palavra, aqui em Santo André, o escritor Luís Ruffato questionou essa coisa de classificar textos em contos ou crônicas. Brincando, disse algo como "hoje em dia já nem se classifica o ser humano em gêneros masculino e feminino".

Lembro disso porque o nome do domínio do blog é contos de Utinga e boa parte do que aparecer por aqui poderá ser classificado como crônica. Irrelevante, eu sei, mas é bom dizer.

Mais importante do que isso é explicar os dois marcadores: "Estação Utinga" e "Outras Paradas".
O primeiro traz histórias pinçadas de minha própria vivência , coisas que ouvi, coisas que vivi, quase tudo aqui pelo bairro que batiza a estação de trens. Isso não quer dizer que sejam textos "jornalísticos", relatos fiéis. A vivência é matéria prima  do texto que só as vezes chega em sua forma bruta, como é o caso do conto que abre blog, "Um samba para Dalvinha". 

"Outras Paradas" é um exercício de imaginação mais livre, sem base nenhuma (ou quase nenhuma) em minha vida e por isso exige  mais de mim. Por este motivo é  bem provável que renda os piores textos.

Contos, crônicas, realidade, imaginação. Cabe tudo aqui porque este blog é um exercício de descompromisso e,por isso mesmo, não sei dizer quanto tempo vai durar ou se vai ter uma periodicidade a ser seguida.
É  isso.

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