segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Na rua, na chuva,na fazenda...

 A rua com aquela infinidade de gente e eles dois, sem saber, em rota de colisão.
Assim que ficaram frente a frente abriram cada qual um sorriso que veio sem aviso, como um espasmo ou um movimento involuntário do estômago, daqueles que constrange. Não era pra ter sorriso, ou, pelo menos, não um tão flagrantemente sincero. No inocente beijo na bochecha sentiram a quentura da boca e da pele .
Tão logo se deram conta de quem eram, esfriaram e murcharam. Fizeram  perguntas que dispensam respostas, disseram meia dúzia de trivialidades. 
Despediram-se com beijo covarde e, embora desejassem um ao outro, desejaram-se, apenas, tudo de bom. 


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